terça-feira, 10 de junho de 2014

Silêncio de Empatia

Estou aqui. De volta.

Pelo menos fisicamente.

Isto porque ainda não me sinto Eu.

Sinto que estou perdido algures e que por mais que vagueie, não vou estar em lado nenhum.

Uma lágrima tenta soltar-se, mas de que vai valer se o fizer?

Prefiro mantê-la cá dentro, para poder dizer que tenho algo em mim...

E mesmo que tente, ela não cai...

Só quero é fechar a porta, desligar a luz, e ficar sentado na janela...

A olhar para tudo...

A olhar para nada...

Pode ser que o Mundo deixe cair uma lágrima por mim, talvez...

Pode ser que essa lágrima torne os desejos em realidade...

Pode ser que essa lágrima torne os últimos tempos num mero sonho, em vez de serem o pesadelo que têm sido...

E, contudo, lá fora nenhuma pinga cai.

Nada se passa.

Tudo fica estranhamente parado, como que a sofrer por mim.

Numa espécie de Silêncio de Empatia pelo meu Ser Destroçado...

Não quero desvanecer em pleno Ar e desaparecer, mas sinto que vou nessa direcção...

É o que dá não ter a Chama.

É o resultado de não existir Faísca quando mais se deseja.

É o que dá esperar tanto tempo por algo, e no fim revelar-se uma Miragem...

Não queria que fosse assim.

Porém, não está nas minhas mãos...

Não controlo o meu Ser...

Aliás, o meu Ser já não existe sequer...

Vou continuar a procurá-lo, mas o mais provável é que apenas encontre mais Ar e Escuridão...

Estarei estragado?

Partido, talvez?

Terei conserto?...

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