Há dias complicados em todo o lado.
Em todas as casas, em todas as cidades, em todos os países, e provavelmente em todos os universos...
Eu já tive alguns, possivelmente mais do que aqueles que me estavam destinados inicialmente, mas por algum motivo eles não param de aparecer.
É chato, mas que poderei fazer, a não ser suportar?
Sei que não gostas de ter a iniciativa de falar, nem de enviar um "Olá", e eu respeito isso.
Mas deixar-me abandonado por tanto tempo não é agradável...
E por muito habituado que esteja, não fica mais fácil com o passar do tempo.
Não.
Só complica ainda mais cá dentro.
Tens exames para fazer, eu entendo isso perfeitamente bem.
Entendo mesmo, porque eu também os tenho.
Aliás, tenho um dentro de horas, e no entanto não deixo de pensar em ti.
E a prova disso está aqui escrita.
Este texto não existiria se não estivesse a pensar em ti agora mesmo, ou há cinco minutos, ou há mil horas atrás.
Gosto de ti ao teu jeito, da forma como tu és, mas odeio sentir-me assim.
Sabes que não resisto a eventualmente te mandar um "Bom dia, desaparecida!".
Mas isso nem sempre é um bom sinal.
Não quando me sinto assim tão só, mesmo estando rodeado.
Eu estou a fingir que te esqueci, mas apenas para saber se me vais procurar de volta.
E acho que a minha resposta começa a surgir.
E eu não estou a gostar nada.
Já passei por isso demasiadas vezes, não quero repetir.
Muita gente já me fez passar por isso.
O Mundo já me fez passar por isso, e acredita que foi tão forte para mim que ainda hoje consigo sentir o rasgão que me foi provocado cá dentro, a pulsar de dor.
Só quero sentir-me realizado, contigo, com um beijo, daqueles que não recebo há demasiados anos (sim. Anos.).
O melhor beijo.
Espontâneo, simples, apaixonado.
Sincero.
Teu.
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