domingo, 15 de fevereiro de 2015

Mundos, Limites e Prisões

"Stop waiting for change and be the change you want to see"

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Sinto que preciso de escrever, mas no entanto nenhum texto se forma no papel.

Nenhuma frase se junta na minha cabeça.

E contudo, a sensação de que não estou equilibrado continua aqui, mesmo por baixo da minha pele, mesmo no centro da minha mente.

Há tantos assuntos sobre os quais posso falar, como o facto de o dia mais cor-de-rosa do ano ter acabado (apesar de ter sido um dia cinzento como os outros para mim), o facto de finalmente poder dizer que estou de "férias", entre outros...

Mas não...

Continuo sem saber o que dizer.

As palavras estão aqui, espalhadas aleatoriamente.

Cada uma no seu próprio mundo.

Presas pela criatividade e pelos limites da imaginação.

Mas fico triste por elas, porque se não falar quando as palavras me vagueiam na mente, quando as poderei soltar?

Não será isso um crime contra a natureza das próprias palavras?

Ou contra a minha natureza também?

Todavia não há nada que possa fazer para o mudar.

Forçar algo natural, só porque sim, não faz sentido.

Nem no meu mundo, nem no mundo das palavras.

Talvez possa ser bom num mundo normal, mas eu não sou normal.

E ainda bem que não o sou, não o desejo ser.

O meu mundo é infinitamente melhor precisamente por não desejar ser normal.

E se as palavras não querem sair, ou se a natureza não as quiser à solta, ou se a criatividade e os meus limites não as conseguirem soltar, então não as vou forçar.

Vou deixá-las ficar, e dormir com elas, presas nos seus próprios mundos, a orbitar locais secretos.

Quando elas quiserem sair, assim acontecerá.

Quando elas quiserem ser o seu novo mundo, eu irei deixá-las.

E depois poderei passar a ser o meu novo mundo também.

Sem esperar que isso aconteça.

Provocando eu a mudança que quero ver.

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