quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Para Quê?

Começo a sentir partes de mim a serem desligadas contra a minha vontade.

Ou será a favor dela?

Já não sei o que se passa...

Não sei se devo voltar a fechar-me, a proteger-me de tudo, ao terreno seguro  que me permite apenas observar, ou se devo combater essa tendência e obter o que eu quero.

Ter algo verdadeiro, pelo menos uma vez.

Tento ajudar quem não confia em mim de verdade, os meus "Amigos Recentes", mas eles preferem não falar comigo até tudo estar bem de novo (pensava que eu estava cá para ajudar em todas as situações, mas parece que estou enganado, para variar... Ainda não devo ser capaz de pensar)...

Tento sorrir, mas uma vez que estou sozinho, sorrio para quem? Para quê?

Não minto, nem a pessoas nem a mim mesmo, portanto não irei esconder o que vai no meu interior. Ou o que não existe lá. Como sempre aconteceu.

Não sou de ninguém.

Não tenho que dar justificações.

Não tenho que fingir.

Não vou ser quem não quero ser.

Não vou ser quem não sou.

Apenas vou ser um Humano.

Simples, desiludido...

... Normal.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Eternamente Frio, Congelado, Petrificado

"Além disso, não é da minha natureza cair sem lutar, mesmo quando as coisas parecem insuperáveis." - The Hunger Games

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Às vezes acho que preferia que todo o planeta ficasse em silêncio por um bocado.

Talvez se ouvisse tudo, toda a estupidez de toda a gente.

Ou talvez se ouvisse a Natureza a sofrer...

Ou as pessoas a sofrerem com ela, sem se aperceberem...


Enfim, o Mundo não muda... As Pessoas não mudam...

...

Neste momento a chuva cai lá fora, consigo ouvi-la pela janela.

Normalmente gosto muito dela, de sentir cada pinga de água a fazer barulho, de imaginar o vento fresco a bater em mim...

Mas hoje é diferente.

O clima reflecte aquilo que vai no meu interior.

O Mundo chora.

Eu também chorava se conseguisse, mas não me valia de nada...

Uma lágrima não muda nada.

Não muda a Sorte, nem o Destino.

Nada.

Parece que serei para sempre afectado com ondas de desespero, que se vão por uns tempos, para mais tarde retornarem com mais intensidade, atacando O Meu Ser nos momentos em que penso que realmente tudo melhorou de vez...

Parvo. Estúpido. Burro.

"Já devias saber que não chegou a tua hora de ser feliz. Já devias saber que os teus amigos vão acabar por te magoar se te deres a conhecer demasiado. Já devias saber que ficas melhor isolado do Mundo."

Isso é o que o que me rodeia e a minha consciência me dizem neste momento, sempre que penso em tudo o que se passa nos últimos dias...

Poderei confiar em alguém?

Ainda haverão verdadeiros Seres Humanos por aí?

Será que isto não acaba?

...

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Mudança

Os episódios do passado já me tinham demonstrado que não se pode confiar nas pessoas.

Mas eu, burro e estúpido como sempre fui, voltei a cair, e vi a minha confiança a dar uma volta de 180º e a atacar-me por dentro...

Já tinha sido traído, por amigos e amores, o que me deveria ter ensinado a não me abrir demasiado a alguém, porque esse alguém iria sempre mostrar ou fazer algo que me iria ferir de forma demasiado forte...

Pois... Durante uns tempos, muito muito tempo, fechei-me ao Mundo, não confiei em praticamente ninguém, até fui chamado de pessoa "fria" e fui caracterizado como uma pessoa "que afasta os outros", no passado...

Se calhar não deveria ter mudado isso...

Tenho tentado mudar isso, e acreditar que realmente as pessoas cresceram, que posso mostrar um pouco mais de mim com segurança e assim... Então decidi confiar em amigos, alguns em particular, nomes que não irei citar...

Falámos, conhecemo-nos a sério, abri-me mais do que alguma vez fiz nos anos que passaram desde a última vez que fui ferido na Confiança...

E então, PUM!

Veio a volta de 180º, o ataque, e vejo-me esta noite irritado e magoado de novo...

Com o Mundo.

Com as Pessoas.

Comigo mesmo, por ser tão parvo ao ponto de acreditar que a Civilização mudou, que alguma vez irá mudar...

Logo depois da Força e até mesmo da Felicidade que veio durante estes Jogos Olímpicos, Londres 2012, que tanta Esperança me trouxeram... Irá voltar concerteza, tudo isso...

Enfim, esperam-se uns dias chuvosos no meu interior, em que a temperatura irá baixar até ao nível de "pessoa fria, fechada, e que afasta os outros", com possibilidades de não subir facilmente de novo...

terça-feira, 10 de julho de 2012

Em Modo Zen


Hoje escrevo para aproveitar o espírito induzido por um amigo.

Escrevo sem necessidade de desabafar.

Escrevo porque me sinto livre e contente ao fazê-lo, e porque escrever faz parte de mim:



O primeiro ano acabou. Há já uns dias, para dizer a verdade.


Mas continuo longe de casa, aqui neste quarto, sozinho.

Por estranho que pareça, sinto-me bem aqui. Agora que tenho tempo para poder reflectir, meditar e exercitar-me, sinto-me em harmonia com o Mundo.


Só um pouco mais que o normal.

O suficiente para Meu Ser começar a cicatrizar de feridas pendentes do passado, e se poder concentrar no que estará para vir ainda.

E o que estará para vir é o tema central dos meus pensamentos actuais…


Estou bastante confuso, parece-me que começo a sentir a falta de algo, cada vez mais urgente.


Algo além da Amizade, de novo… Mas não posso nem quero permitir que esse sentimento retorne, não quero ficar destruído novamente…


Enfim, tenho medo de procurar, de olhar em volta e encontrar alguém que dê motivos à minha Força para me levantar de manhã, que alimente a minha chama interior e a faça brilhar mais ainda que aquilo que tem brilhado…

Neste momento, o que eu preciso mesmo é de reservar essas chamas para que possam crescer e crescer, até que a minha Determinação volte e arrase com tudo o que me impedir de seguir o que o Coração e a Mente me dizem…


Os sentimentos pelo caminho terão que ficar pendentes por agora. Talvez em breve seja a altura deles se sobreporem.


Em breve…


Talvez…

terça-feira, 3 de julho de 2012

Errante, Sou Um Errante

Estou há 4 horas a tentar adormecer...

E mesmo com as dores que sinto nos olhos, não consigo passar para o Mundo dos Sonhos...

O porquê de estar a acontecer poderia ser o facto de não desligar o cérebro, e todos os pensamentos errantes que ele gera, mas não..

Hoje não é isso...

Há uma sensação que me está a conseguir dominar, que me está a conseguir tornar impotente e incapaz de agir nos últimos tempos...

Sinto-me cada vez mais uma casca, com um exterior aparentemente normal, bem disposto, e afins, mas ao mesmo tempo com um interior vazio, opaco e seco...

Mudei demasiado por culpa de vozes que eu deixei que chegassem a mim. Não o deveria ter permitido...

Agora sei isso...

Terei que fazer um "reset", apagar contactos da minha vida, os que esbateram o meu Ser...

Reavivar os que sempre valeram a pena, os que sempre estarão comigo, a apoiar-me...

Quero voltar a ser Eu, mas não encontro as forças para me obrigar a tal.

Tento ir buscar convicção a tudo o que me rodeia: à Natureza, às minhas Estrelas Brilhantes, ao Ânimo do Passado...

Mas nem isso é suficiente.

Mudei de tal forma com essas vozes que sussurraram encantamentos e presságios que me sinto agora um completo estorvo na vida das Luzes à minha volta, aquelas que me aturam no dia-a-dia, fazendo com que não me sinta mais um amigo...

Faz com que me sinta um mero obstáculo na vida dos outros, com que me sinta aquele onde os outros gastam o seu tempo comigo, tempo precioso para as suas tarefas, a tentar animar aquilo que não se deixa animar mais...

Necessito, mais do que urgentemente, de voltar a mim, despertar realmente, deixar de me iludir...

Sinto-me demasiado morto...

Poderei voltar à Vida?

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Para Sempre Um Otário

Para variar, os momentos mauzinhos voltaram...

Já não me bastava passar os dias todos a estudar incansavelmente para os exames, de modo a tentar passar ao máximo de cadeiras possível à primeira tentativa, como a partir de agora os dias serão a estudar e a deprimir enquanto estudo...

Tenho amigos excelentes que me querem por perto deles em todas as horas, mas vejo-me obrigado a recusar aquilo que me oferecem, como por exemplo jantares de grupo, devido a complicações exteriores à faculdade que não irei explicar...

Resumindo, sinto-me mesmo mal por os ter posto tristes quando tive que lhes virar as costas por culpa desses motivos que me ultrapassam, mesmo mesmo muito mal, e estou neste momento a deprimir na minha cama, deitado, enquanto olho para a parede, e tento controlar as lágrimas...

Mas por que é que estes episódios estúpidos e deprimentes nunca mais me acalmam?

Ou por que é que os problemas decidem desaparecer temporariamente e dar-me a ilusão de que tudo melhorou finalmente?

Fui assim tão marcado pelo Destino que agora tenho que carregar o sofrimento do Mundo às costas, eternamente?

Enfim... Terei que me habituar (de novo...) a mais dias de tristeza, dor, culpa, e tudo aquilo que cada leitor desta reflexão se lembrar...

Despeço-me por agora, direi mais algumas palavras na próxima vaga de problemas acumulados...

Não deve tardar...

terça-feira, 22 de maio de 2012

Como Uma Metamorfose...

Mais um aninho a acabar para mim...

É verdade, amanhã - ou daqui a pouco menos de duas horas, para ser exacto - deixarei os meus 18 anos guardados no armário, e começarei um novo dia com a idade nova...

Agrada-me?

Sim e não...

Mais velho = mais responsabilidades ainda, esperam mais e melhor de mim, perco mais um pouco de inocência e de possibilidades de brincar como uma criança outra vez, entre outras coisas...

No entanto, mudar de idade não me assusta assim tanto.

Passei um ano quase perfeito, dentro dos possíveis, fiz tudo o que queria ter feito, e da forma que imaginava que ia acontecer. Se prolongasse os 18 anos era possível que acabasse por estragar tudo, portanto é positivo que estejam a acabar.

Foi um ano de faculdade, o primeiro ano de estudante "a sério", com uma vida totalmente remodelada, a viver pseudo-sozinho, amigos completamente novos, praxes espectaculares e honrosas e divertidas, ...

Uma panóplias de coisas boas, contra pouquinhas menos boas (as intensificadas doenças - pois é, mesmo com 18 aninhos ja me sinto mais idoso e fraco, com tantas doenças -, a falta de amores que sempre persistiu, entre outras coisas, não tão importantes, claro.

No geral, gostei mesmo muito, encontrei um novo local no planeta onde me sinto mesmo mesmo bem, de uma forma que nunca julguei ser possível, e que me fez crescer IMENSO, e espero eu, que o continuará a fazer! :)

Obrigado a todos os que me acompanharam este ano, que me fizeram crescer em todos os aspectos possíveis.

Obrigado pelo melhor ano da minha vida.

O meu ano de caloiro, o meu primeiro ano a estudar fora de casa, o meu ano...

O meu 18º ano...

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Desejos Ocultos... E Não Só!

Outro ano que passou. E um ano daqueles bem fortes.

Tanta coisa mudou que ainda não acredito que tudo está neste nível actualmente.

Encontrei um sítio onde me sinto melhor que em casa, onde encaixo realmente, com novos amigos espectaculares, que vêm completar-me, juntar-se a toda a atribulação do passado e concerteza ajudar-me a melhorar.

Gostava de dizer que foi um bom ano, mas não minto, portanto não o digo.

Foi um ano com muitas coisas positivas, isso é certo, mas muitas delas acabaram antes do tempo e desvaneceram-se, outras continuam a arder na minha Alma, apesar de não querer que elas voltem, ...

Enfim, muito mais poderia citar, mas para quê?

É preciso olhar sempre para os objectivos a atingir. Basta dizer que agora consigo ver o quanto já mudei em 3 meses, de tal forma que já defini os meus principais objectivos para o novo ano que aí vem, e nunca pensei que iriam ser desta natureza (já agora, são em número ímpar, tive isso em atenção - os meus amigos Faíscas vão perceber).

Não os vou revelar, soariam mal ditos em voz alta, mas acredito que se vão ver os resultados.

Vou-me esforçar por isso, e conto que toda a gente se vai esforçar por mudar também, não só a cada pessoa individualmente, mas também ao Mundo que rodeia cada uma dessas Almas.

Termino esta última reflexão de 2011 dizendo: encontrei a porta, mas vou deixá-la aberta.

Um óptimo ano para todos!

domingo, 4 de dezembro de 2011

Com O Coração Parado Uma Vez Mais...

Este é um texto que eu escrevi a meio da última noite, enquanto me esforçava por não sofrer e ir dormir de vez.

Como foi escrito num momento em que eu estava dividido entre dois mundos, o real e o dos sonhos, decidi não fazer adaptações, e manter os tempos verbais e expressões da mesma forma como escrevi ontem à noite.

"Esta noite lembrei-me de ti. Tentei impedir-me, mas as memórias dos bons tempos que passámos foram mais fortes. Não consegui evitar pensar no facto do meu coração ter palpitado mais uma vez e depois parado de vez quando vi o teu nome numa publicação do meu Facebook.

Fizeste-me muito mal no final do tempo em que fomos um "nós", mas com as memórias dos tempos antes disso desejei que o tempo voltasse atrás.

Estão a cair lágrimas dos meus olhos, mesmo depois de todo este tempo que passou.

Amei-te demais, mais que o que merecias, pelos vistos, e isso ainda se reflecte nos meus pensamentos.

Faz-me um favor: sai rápido da minha mente, e leva as sensações que ainda me provocas, o desejo de voltar atrás no tempo, a vontade de implorar por ti e a mágoa que tudo isso ainda me causa, por favor.

Quero parar de ter a minha Alma destruída por culpa do que provocaste a algo que era perfeito para mim, por culpade teres destruído os melhores tempos que vivi, por teres apagado a felicidade mais plena que já senti, e por continuares a fazer-me sofrer em silêncio...

Por favor, faz ao menos isso, já que não te importaste comigo quando houve oportunidade para isso..."