Era mais fácil se eu fosse literalmente um animalzinho, daqueles que andam na floresta ou algo desse género.
Ao menos nunca duvidaria de nada, e conseguia dormir sem andar às voltas, a acordar a cada 2 horas, só porque a Mente não consegue sossegar...
Não haveriam desejos de algo que não se pode ter, ou que não se sabe se é bem real ou não. Confiaria nos sentidos apenas.
Não ficaria a pensar se tomei a decisão certa ou não. Caso tivesse tomado a opção correcta, acordava no dia seguinte. Caso contrário, a Natureza trataria de me matar, logo ali, no momento da má decisão.
Não ficaria quase 24 horas por dia desconcentrado, com a cabeça à roda, sem controlo, pois não teria uma consciência, da mesma forma que tenho agora.
Seria apenas instinto.
Eu e a Natureza.
O Mundo e o Animal.
Mas não, sou Humano, e a vida não é tão fácil para nós.
Questionamos tudo.
Duvidamos de tudo.
Não acreditamos em nada.
Achamos que está tudo mal, ou pior do que mal.
E no entanto, é isso que nos move.
Apenas queremos continuar, lutar nas nossas Guerras Imaginárias, criadas por nós próprios, contra nós próprios...
Queremos construir algo, mas tirar-lhe uma perna, só para ficar tudo na dúvida, a abanar desde os alicerces, e depois podermos chorar quando tudo cai por terra.
Por quê?
Não podemos simplesmente confiar no Instinto?
Olhar para algo, e dizer "Sim, é isto que eu quero." ou "Tenho a certeza que vai correr bem, não duvido que está realmente a acontecer.".
Quando carregar neste botão que diz "Publicar", vou a prometer a mim mesmo e ao Mundo que vou acordar mais parecido com um Animal, parar de duvidar de mim mesmo e do que me está a acontecer.
Vou acordar bem disposto, alegre, com todos os medos e dúvidas deixados neste momento (amanhã já será passado, portanto).
Mas vou continuar a ser Humano, portanto tudo isso vai voltar. Todas as dúvidas vão estar naquele cantinho escondido, até ao dia em que decidirem ganhar terreno...
E elas (as dúvidas e os medos) não são Humanas, portanto não vão haver indecisões quando começarem a apoderar-se do espaço todo na minha Mente.
Não.
Não posso prometer nada disso.
Vou continuar o mesmo de sempre.
Mais velho um bocadinho.
Um pouco mais maduro, outro pouco mais infantil.
Um tanto ou quanto decidido, outro tanto receoso.
Mas no fim, sempre Eu.
Eu e as minhas Falhas.
O Mundo e o Humano.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
Leis da Física
É impressão minha ou o Mundo anda às voltas mais rápido ultimamente?
É possível que seja só eu que esteja desorientado com o trabalho, as tarefas, o estudo, as cenas e as merdas dos últimos tempos, mas nunca se sabe.
É possível que seja só eu que esteja desorientado com o trabalho, as tarefas, o estudo, as cenas e as merdas dos últimos tempos, mas nunca se sabe.
A minha Mente parece estar a querer imitar o Mundo, a rodar sem parar.
As ideias a sofrerem mudanças contínuas, como se fossem algo instável.
Nem a respiração controlada e calma funciona.
Nem a meditação funciona.
Já experimentei fechar os olhos e pensar em branco, mas até aí eu consigo ver tudo a arder e a rodar sem parar.
A minha questão é: se até eu consigo ver, com os olhos fechados, como é que ninguém mais se apercebe que o Mundo está em chamas?
Serei assim tão perspicaz?
Consigo adivinhar o futuro assim tão acertadamente?
Ou realmente estou apenas cego e a sonhar, e tudo está perfeito à minha volta?
Consigo adivinhar o futuro assim tão acertadamente?
Ou realmente estou apenas cego e a sonhar, e tudo está perfeito à minha volta?
Tenho medo.
Tenho receio.
Não quero ir por este caminho, mas também não quero ficar rodeado de cinzas.
Também já chega de medo e receio.
Já chega de observar as chamas.
Chamem-me extintor se quiserem, mas o Mundo não vai arder enquanto eu cá estiver.
Nem que seja preciso alterar as leis da física e encontrar uma nova Gravidade, para tudo passar a rodar à volta de um novo caminho.
Prometo que isto não fica assim.
Vamos ver o que arde mais: Eu ou o Mundo.
terça-feira, 29 de setembro de 2015
Facadas
Já disse isto, mas todos os dias existe um novo motivo para o repetir: "Não é nada fácil viver neste Mundo".
Há sempre mais uma facada a dar.
Mais um pedaço que continua inteiro.
Um bocadinho de sangue que ainda pode escorrer.
Uma réstia da Chama que teima em arder.
Mas cada mais concluo que estou errado, porque lutar por manter essa Chama é o caminho errado.
Parece que a maior prova de amor é perder a própria Vida a favor de algo a que se diz "Gosto de Ti".
Normalmente para essas coisas ou pessoas, apenas dizer não vale de nada porque palavras não são acções.
Então age-se.
Faz-se o melhor possível.
Mas não resulta.
Mostrar de nada vale.
Esquecemo-nos do resto.
Concentrámo-nos demasiado em agir.
E agora?
Sobra Sofrer.
Viver.
Respirar.
Morrer.
Será que chega?
Ou temos que dar ainda mais?
Há sempre mais uma facada a dar.
Mais um pedaço que continua inteiro.
Um bocadinho de sangue que ainda pode escorrer.
Uma réstia da Chama que teima em arder.
Mas cada mais concluo que estou errado, porque lutar por manter essa Chama é o caminho errado.
Parece que a maior prova de amor é perder a própria Vida a favor de algo a que se diz "Gosto de Ti".
Normalmente para essas coisas ou pessoas, apenas dizer não vale de nada porque palavras não são acções.
Então age-se.
Faz-se o melhor possível.
Mas não resulta.
Mostrar de nada vale.
Esquecemo-nos do resto.
Concentrámo-nos demasiado em agir.
E agora?
Sobra Sofrer.
Viver.
Respirar.
Morrer.
Será que chega?
Ou temos que dar ainda mais?
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Reflexo num Espelho
A nossa Vida é muito simples, e pode-se resumir em algo do tipo "preto e branco" ou "1 e 0" se forem de Informática.
Basicamente, ou se faz algo ou não se faz.
Ou se vai por um lado ou por outro.
Ou se sabe algo ou não se sabe.
Sente-se ou não se sente.
Eu descobri recentemente que tenho andado iludido no lado errado da Vida.
Parece que sou a única pessoa no Mundo a ver tudo ao contrário.
Descobri que sou um Reflexo num Espelho.
Andei completamente cego até agora, alienado de tudo e todos.
Ou se calhar vou ficar completamente cego e alheio ao Mundo a partir de agora, já não sei.
Já não sei nada.
Não entendo nada.
Estou perdido.
Não tenho uma bússola, não tenho um mapa, não existem guias...
Pelo menos que eu saiba, mas como eu já não sei de nada, é provável que esteja enganado.
Mas é para isso que existe o outro lado, o lado que não é um Reflexo.
Eu imito esse lado.
É assim que funciona, não é?
Eu acho que é (o que pode não ser verdade, não sei... LÁ ESTÁ!).
Reflexo do Reflexo que está no Espelho, para onde é que tenho que ir?
O que tenho que fazer?
Siga.
Basicamente, ou se faz algo ou não se faz.
Ou se vai por um lado ou por outro.
Ou se sabe algo ou não se sabe.
Sente-se ou não se sente.
Eu descobri recentemente que tenho andado iludido no lado errado da Vida.
Parece que sou a única pessoa no Mundo a ver tudo ao contrário.
Descobri que sou um Reflexo num Espelho.
Andei completamente cego até agora, alienado de tudo e todos.
Ou se calhar vou ficar completamente cego e alheio ao Mundo a partir de agora, já não sei.
Já não sei nada.
Não entendo nada.
Estou perdido.
Não tenho uma bússola, não tenho um mapa, não existem guias...
Pelo menos que eu saiba, mas como eu já não sei de nada, é provável que esteja enganado.
Mas é para isso que existe o outro lado, o lado que não é um Reflexo.
Eu imito esse lado.
É assim que funciona, não é?
Eu acho que é (o que pode não ser verdade, não sei... LÁ ESTÁ!).
Reflexo do Reflexo que está no Espelho, para onde é que tenho que ir?
O que tenho que fazer?
Siga.
segunda-feira, 22 de junho de 2015
Podia Ser Pior
Tenho exame final daqui a pouco.
Fecho os olhos.
Vou dormir.
Abro os olhos novamente.
Volto a fechá-los.
Respiro fundo.
Penso numa parede branca.
Concentro-me no meio da parede.
O resto da parede começa a escurecer.
É da minha mente.
Não pára.
Continua a divagar.
Faz-me pensar em tudo.
Faz-me pensar em nada.
Perco a concentração.
A parede já não é branca.
Já não é uma parede sequer.
Foi derrubada, e atrás dela está toda esta cacofonia incessante.
Mas eu já deveria estar a dormir.
Abro os olhos.
Fecho os olhos.
Tapo-me completamente com os lençóis.
Os lençóis são brancos.
Aqui consigo ouvir o bater do meu coração.
O ar a entrar nos pulmões.
Óptimo, vou dormir.
Mas os lençóis deixaram de ser brancos.
Estão contaminados.
A minha mente não pára.
Concluo: será que há algo de errado?
Em mim?
Em todos?
Existe algo sequer?
Ou não existe nada?
A janela está aberta agora.
Ouço os pássaros a começar o seu dia.
Da mesma forma que o meu começa daqui a pouco também.
Gosto.
É relaxante ouvir os pássaros.
E o meu coração.
E o ar nos meus pulmões.
Fecho os olhos.
E fico assim.
A ouvir tudo: os pássaros, o coração, os pulmões, e a cacofonia incessante que vai na minha mente.
Daqui a pouco começa o meu dia.
Vou para o exame final.
Não terei problemas em concentrar-me na parede branca lá.
Irei imaginar o toque dos lençóis brancos sem problemas.
E irei fechar os olhos.
Tenho a certeza que a cacofonia lá estará.
Não vou estar sozinho.
Óptimo.
Seria pior se estivesse.
Nem tudo é mau.
Fecho os olhos.
Vou dormir.
Abro os olhos novamente.
Volto a fechá-los.
Respiro fundo.
Penso numa parede branca.
Concentro-me no meio da parede.
O resto da parede começa a escurecer.
É da minha mente.
Não pára.
Continua a divagar.
Faz-me pensar em tudo.
Faz-me pensar em nada.
Perco a concentração.
A parede já não é branca.
Já não é uma parede sequer.
Foi derrubada, e atrás dela está toda esta cacofonia incessante.
Mas eu já deveria estar a dormir.
Abro os olhos.
Fecho os olhos.
Tapo-me completamente com os lençóis.
Os lençóis são brancos.
Aqui consigo ouvir o bater do meu coração.
O ar a entrar nos pulmões.
Óptimo, vou dormir.
Mas os lençóis deixaram de ser brancos.
Estão contaminados.
A minha mente não pára.
Concluo: será que há algo de errado?
Em mim?
Em todos?
Existe algo sequer?
Ou não existe nada?
A janela está aberta agora.
Ouço os pássaros a começar o seu dia.
Da mesma forma que o meu começa daqui a pouco também.
Gosto.
É relaxante ouvir os pássaros.
E o meu coração.
E o ar nos meus pulmões.
Fecho os olhos.
E fico assim.
A ouvir tudo: os pássaros, o coração, os pulmões, e a cacofonia incessante que vai na minha mente.
Daqui a pouco começa o meu dia.
Vou para o exame final.
Não terei problemas em concentrar-me na parede branca lá.
Irei imaginar o toque dos lençóis brancos sem problemas.
E irei fechar os olhos.
Tenho a certeza que a cacofonia lá estará.
Não vou estar sozinho.
Óptimo.
Seria pior se estivesse.
Nem tudo é mau.
sábado, 28 de março de 2015
Fracções
"Saber o que é uma coisa não é o mesmo que saber como se sente uma coisa" - The Giver (O Dador de Memórias)
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Gostava de ter Tempo.
Precisava de conseguir não dormir.
Precisava de ter outra vida.
Precisava de tantas coisas para poder fazer tudo o que gostaria de fazer...
Mas como cada um tem um tempo limitado aqui, que por sua vez está ainda mais limitado pelos recursos que cada um tem direito, só agora consigo escrever.
Não me posso queixar, ao menos consegui.
Alguém pode não ter tido a mesma sorte ainda.
Ou pode nunca mais voltar a tê-la...
Mas não é sobre perdas que quero gastar a minha Fracção de Tempo hoje.
Quer dizer... até é, mas não directamente.
Apetece-me escrever sobre a perda do Verdadeiro Significado das coisas.
E sobre a forma como elas são sentidas.
Porque gostar delas não é efectivamente a mesma coisa que vivê-las.
Se fosse, não existiriam duas palavras diferentes.
Uma é de alguma forma mais superficial, mais pensada, ... Um Eco.
A outra é muito profunda, original, perdura.
É algo cru e impossível e bonito.
Um Sussurro Incessante que começa bem cá dentro e luta a cada segundo por se libertar por cada poro da pele para que o Mundo o possa ver e sentir e viver.
Eu tenho andado a gastar a minha Fracção de Tempo de forma errada.
Não tenho vivido.
Pelo menos não para mim.
Tenho andado apenas por aí, de forma artificial, a tentar chegar às expectativas dos outros.
Esse não sou eu.
Nunca fui.
Não quero ser.
Estou-me a borrifar para o pensam de mim, para aquilo que querem que eu faça.
Porque na realidade o Mundo não manda em mim.
Eu faço realmente o que Eu quero.
Dentro da minha Fracção de Tempo e dos Recursos a que tenho direito, claro.
Oh!...
Mas o que eu tenho direito é o que me tem impedido de viver nos últimos tempos...
Parece que afinal o Mundo manda em mim...
Estou destinado a algo que não me compete decidir...?
Será melhor assim?
Provavelmente não saberei fazer as melhores escolhas para mim.
Isto porque quando as pessoas têm liberdade de escolha, fazem as escolhas erradas.
Sempre.
No entanto, a realidade é que a alegria e a felicidade me foram retiradas.
Pelo menos no seu estado mais cru e impossível e bonito.
Alguém deveria querer livrar-se disso.
Não sei porquê, mas é uma questão para outro dia.
-----------------------------------------------------------------
Gostava de ter Tempo.
Precisava de conseguir não dormir.
Precisava de ter outra vida.
Precisava de tantas coisas para poder fazer tudo o que gostaria de fazer...
Mas como cada um tem um tempo limitado aqui, que por sua vez está ainda mais limitado pelos recursos que cada um tem direito, só agora consigo escrever.
Não me posso queixar, ao menos consegui.
Alguém pode não ter tido a mesma sorte ainda.
Ou pode nunca mais voltar a tê-la...
Mas não é sobre perdas que quero gastar a minha Fracção de Tempo hoje.
Quer dizer... até é, mas não directamente.
Apetece-me escrever sobre a perda do Verdadeiro Significado das coisas.
E sobre a forma como elas são sentidas.
Porque gostar delas não é efectivamente a mesma coisa que vivê-las.
Se fosse, não existiriam duas palavras diferentes.
Uma é de alguma forma mais superficial, mais pensada, ... Um Eco.
A outra é muito profunda, original, perdura.
É algo cru e impossível e bonito.
Um Sussurro Incessante que começa bem cá dentro e luta a cada segundo por se libertar por cada poro da pele para que o Mundo o possa ver e sentir e viver.
Eu tenho andado a gastar a minha Fracção de Tempo de forma errada.
Não tenho vivido.
Pelo menos não para mim.
Tenho andado apenas por aí, de forma artificial, a tentar chegar às expectativas dos outros.
Esse não sou eu.
Nunca fui.
Não quero ser.
Estou-me a borrifar para o pensam de mim, para aquilo que querem que eu faça.
Porque na realidade o Mundo não manda em mim.
Eu faço realmente o que Eu quero.
Dentro da minha Fracção de Tempo e dos Recursos a que tenho direito, claro.
Oh!...
Mas o que eu tenho direito é o que me tem impedido de viver nos últimos tempos...
Parece que afinal o Mundo manda em mim...
Estou destinado a algo que não me compete decidir...?
Será melhor assim?
Provavelmente não saberei fazer as melhores escolhas para mim.
Isto porque quando as pessoas têm liberdade de escolha, fazem as escolhas erradas.
Sempre.
No entanto, a realidade é que a alegria e a felicidade me foram retiradas.
Pelo menos no seu estado mais cru e impossível e bonito.
Alguém deveria querer livrar-se disso.
Não sei porquê, mas é uma questão para outro dia.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
Mundo do Dinheiro
O que é que devemos fazer quando aquilo que gostamos realmente nos chama, mas não está ao nosso alcance?
Está ali tão perto...
Devemos continuar com as distracções?
Com aquilo que na realidade não faz parte de nós?
Forçar-nos para uma vida que não se encaixa em nós?
Odeio o dinheiro deste Mundo.
Odeio-o, apenas porque me fecha as portas para a minha verdadeira vida todos os dias.
Podia-me ser permitido viver a minha verdadeira vida nos meus tempos livres, mas nem isso consigo.
E entretanto o tempo passa.
E eu continuo nesta distracção, com a minha oportunidade a acabar.
Quero sentir a adrenalina daquilo em que sou bom.
Quero poder libertar-me para aquilo que gosto realmente.
Soltar a sensação que vem verdadeiramente do meu interior.
E não aprender a gostar daquilo que este Mundo dominado pelo dinheiro me impõe.
Não quero ser uma marioneta até ao dia em que ganhar o meu dinheiro, para depois sim poder fazer o que gosto.
Quando isso acontecer, já o dinheiro me controla também.
Já estou hipnotizado por esse Mundo.
Já não me encaixo na minha verdadeira vida.
E a oportunidade já passou.
O Amor já não interessa nos dias de hoje?
Está ali tão perto...
Está ali tão perto...
Devemos continuar com as distracções?
Com aquilo que na realidade não faz parte de nós?
Forçar-nos para uma vida que não se encaixa em nós?
Odeio o dinheiro deste Mundo.
Odeio-o, apenas porque me fecha as portas para a minha verdadeira vida todos os dias.
Podia-me ser permitido viver a minha verdadeira vida nos meus tempos livres, mas nem isso consigo.
E entretanto o tempo passa.
E eu continuo nesta distracção, com a minha oportunidade a acabar.
Quero sentir a adrenalina daquilo em que sou bom.
Quero poder libertar-me para aquilo que gosto realmente.
Soltar a sensação que vem verdadeiramente do meu interior.
E não aprender a gostar daquilo que este Mundo dominado pelo dinheiro me impõe.
Não quero ser uma marioneta até ao dia em que ganhar o meu dinheiro, para depois sim poder fazer o que gosto.
Quando isso acontecer, já o dinheiro me controla também.
Já estou hipnotizado por esse Mundo.
Já não me encaixo na minha verdadeira vida.
E a oportunidade já passou.
O Amor já não interessa nos dias de hoje?
Está ali tão perto...
domingo, 15 de fevereiro de 2015
Mundos, Limites e Prisões
"Stop waiting for change and be the change you want to see"
-----------------------------------------------------------------------------
Sinto que preciso de escrever, mas no entanto nenhum texto se forma no papel.
Nenhuma frase se junta na minha cabeça.
E contudo, a sensação de que não estou equilibrado continua aqui, mesmo por baixo da minha pele, mesmo no centro da minha mente.
Há tantos assuntos sobre os quais posso falar, como o facto de o dia mais cor-de-rosa do ano ter acabado (apesar de ter sido um dia cinzento como os outros para mim), o facto de finalmente poder dizer que estou de "férias", entre outros...
Mas não...
Continuo sem saber o que dizer.
As palavras estão aqui, espalhadas aleatoriamente.
Cada uma no seu próprio mundo.
Presas pela criatividade e pelos limites da imaginação.
Mas fico triste por elas, porque se não falar quando as palavras me vagueiam na mente, quando as poderei soltar?
Não será isso um crime contra a natureza das próprias palavras?
Ou contra a minha natureza também?
Todavia não há nada que possa fazer para o mudar.
Forçar algo natural, só porque sim, não faz sentido.
Nem no meu mundo, nem no mundo das palavras.
Talvez possa ser bom num mundo normal, mas eu não sou normal.
E ainda bem que não o sou, não o desejo ser.
O meu mundo é infinitamente melhor precisamente por não desejar ser normal.
E se as palavras não querem sair, ou se a natureza não as quiser à solta, ou se a criatividade e os meus limites não as conseguirem soltar, então não as vou forçar.
Vou deixá-las ficar, e dormir com elas, presas nos seus próprios mundos, a orbitar locais secretos.
Quando elas quiserem sair, assim acontecerá.
Quando elas quiserem ser o seu novo mundo, eu irei deixá-las.
E depois poderei passar a ser o meu novo mundo também.
Sem esperar que isso aconteça.
Provocando eu a mudança que quero ver.
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Sinto que preciso de escrever, mas no entanto nenhum texto se forma no papel.
Nenhuma frase se junta na minha cabeça.
E contudo, a sensação de que não estou equilibrado continua aqui, mesmo por baixo da minha pele, mesmo no centro da minha mente.
Há tantos assuntos sobre os quais posso falar, como o facto de o dia mais cor-de-rosa do ano ter acabado (apesar de ter sido um dia cinzento como os outros para mim), o facto de finalmente poder dizer que estou de "férias", entre outros...
Mas não...
Continuo sem saber o que dizer.
As palavras estão aqui, espalhadas aleatoriamente.
Cada uma no seu próprio mundo.
Presas pela criatividade e pelos limites da imaginação.
Mas fico triste por elas, porque se não falar quando as palavras me vagueiam na mente, quando as poderei soltar?
Não será isso um crime contra a natureza das próprias palavras?
Ou contra a minha natureza também?
Todavia não há nada que possa fazer para o mudar.
Forçar algo natural, só porque sim, não faz sentido.
Nem no meu mundo, nem no mundo das palavras.
Talvez possa ser bom num mundo normal, mas eu não sou normal.
E ainda bem que não o sou, não o desejo ser.
O meu mundo é infinitamente melhor precisamente por não desejar ser normal.
E se as palavras não querem sair, ou se a natureza não as quiser à solta, ou se a criatividade e os meus limites não as conseguirem soltar, então não as vou forçar.
Vou deixá-las ficar, e dormir com elas, presas nos seus próprios mundos, a orbitar locais secretos.
Quando elas quiserem sair, assim acontecerá.
Quando elas quiserem ser o seu novo mundo, eu irei deixá-las.
E depois poderei passar a ser o meu novo mundo também.
Sem esperar que isso aconteça.
Provocando eu a mudança que quero ver.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Lobo Branco, Lobo Negro
Estás ali, mesmo perto.
Consegues dizer-me algo.
E no entanto não o fazes.
E eu já tentei demasiado.
É a vez da tua jogada, mas acho que vais perder o jogo por falta de comparência...
E eu perco-o pelo mesmo motivo também...
...
Na verdade também não sei se o quero jogar de todo.
Neste momento sinto-me demasiado invencível para arriscar.
Dispenso sentir aquela sensação de novo, aquela que mais parece um soco no peito, mesmo por baixo da armadura.
Aquela sensação que nos faz destroçar por dentro e ficar uma casca vazia.
...
Nah, não quero isso de todo.
Os meus Lobos estão neste momento em paz.
E eu gosto deles assim.
Consegues dizer-me algo.
E no entanto não o fazes.
E eu já tentei demasiado.
É a vez da tua jogada, mas acho que vais perder o jogo por falta de comparência...
E eu perco-o pelo mesmo motivo também...
...
Na verdade também não sei se o quero jogar de todo.
Neste momento sinto-me demasiado invencível para arriscar.
Dispenso sentir aquela sensação de novo, aquela que mais parece um soco no peito, mesmo por baixo da armadura.
Aquela sensação que nos faz destroçar por dentro e ficar uma casca vazia.
...
Nah, não quero isso de todo.
Os meus Lobos estão neste momento em paz.
E eu gosto deles assim.
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