"If only we could be strangers again..." - Beleza Colateral (filme)
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Alguém uma vez disse que nada está verdadeiramente morto, se olharmos para as coisas da forma correta.
Mas será que isso é algo que as pessoas queiram?
Ter algo que nunca morre verdadeiramente pode não ser bom. Pelo menos eu acho que não é.
Sinto todos os dias a dor, algo que nunca mais morre, e que continua aqui dentro, a massacrar-me, a esvaziar-me mais um pouco.
Será que devia estar a olhar de outra forma, de uma maneira menos correta?
Se isso fizesse tudo morrer...
Mas depois, mesmo que tudo isto morresse, será que iria desaparecer da minha vida?
Aposto que não, iria ficar como monumento eterno, algo que faria relembrar para sempre dos negros tempos de agora.
Robert M. Drake escreveu uma vez que "no fim, ela tornou-se mais do que ela esperava. Ela tornou-se na viagem, e como todas as viagens, ela não acabou. Ela apenas mudou de direção e continou."
Concordo plenamente, Robert, mas acho que te esqueceste do resto... Eu acho que o nome com que ficou conhecida deveria ser "Labirinto Perfeito".
Uma confusão tal, que muda de direção constantemente, e que, quando pensas que estás quase na saída, faz surgir uma nova parede a toda a volta, prendendo-te mais um pouco.
E assim, foi-te garantida uma viagem eterna, sem fim, que não te deixa sair.
Com o tempo, as paredes passam a ser naturais para ti, e chega um dia em que já nem te apercebes que elas lá estão.
Até que um dia visitas um dos caminhos do labirinto onde tropeças num dos monumentos que o passado deixou, e bates com a cabeça na parede.
E aí reparas onde estás. E as paredes tornaram-se estranhas para ti. E tu estás a conhecê-las pela primeira vez, outra vez.
E perguntas-te há quanto tempo elas estão ali. E ficas contente porque o teu mundo se tornou ligeiramente diferente.
Mas a realidade é outra, pois a dor que as criou não deixa de existir, simplesmente passou a ser vista de outra perspetiva. E agora parece-te algo novo.
E tu esqueces-te que este é um mundo perito em ilusões.
E que vais cair noutra logo de seguida, ficar contente com isso, e no fim lamentar-te por teres sido estúpido novamente, e continuar o Labirinto Perfeito.
À procura da saída.
sábado, 25 de fevereiro de 2017
Pedaços de Guerra
Como é que isto ainda é possível?
Como é possível teres-me quebrado tão profundamente, ao ponto de agora, ao fim de seis meses, ainda me sentir assim?
Eu não quebro facilmente.
Posso sofrer golpes e ter cicatrizes, mas partir completamente? Não achei que pudesse acontecer assim, e fazer-me sentir tão indefeso.
Achei que poderia cair, mas eventualmente levantar-me com um fogo ainda maior, mas não foi o que aconteceu.
Continuo caído, em pedacinhos impossíveis de colar, sem nada que reste para alimentar uma chama sequer.
E tudo o que eu quero é ouvir-te uma última vez. Ou ver-te a sós. Ou apenas entregar-te as minhas palavras, que estão aqui à minha frente, em papel.
Mas não tenho coragem de ir até aí, e deixar-tas à porta, pois não sei como reagirás a elas. Não sei sequer se olharás para elas.
Sou apenas um concha vazia, um corpo a deambular por aí. Todos os meus pedaços estão no chão, e em vez de me deixarem em paz, seguem-me para todo o lado.
Lembram-me a cada momento do quanto os fizeste brilhar como ouro.
Lembram-se constantemente do quão danificado me deixaram.
Sinto-me como se estivesse perdido no meio de uma guerra, mas sem a vantagem de que numa guerra a sério, provavelmente já não sentiria nada, mesmo que estivesse tão quebrado como me sinto agora.
Será assim tanto pedir que isto termine de vez?
Custa assim tanto pedir que o sofrimento acabe?
É mesmo assim tão difícil largar tudo o que tenho a prender-me?
Como é possível teres-me quebrado tão profundamente, ao ponto de agora, ao fim de seis meses, ainda me sentir assim?
Eu não quebro facilmente.
Posso sofrer golpes e ter cicatrizes, mas partir completamente? Não achei que pudesse acontecer assim, e fazer-me sentir tão indefeso.
Achei que poderia cair, mas eventualmente levantar-me com um fogo ainda maior, mas não foi o que aconteceu.
Continuo caído, em pedacinhos impossíveis de colar, sem nada que reste para alimentar uma chama sequer.
E tudo o que eu quero é ouvir-te uma última vez. Ou ver-te a sós. Ou apenas entregar-te as minhas palavras, que estão aqui à minha frente, em papel.
Mas não tenho coragem de ir até aí, e deixar-tas à porta, pois não sei como reagirás a elas. Não sei sequer se olharás para elas.
Sou apenas um concha vazia, um corpo a deambular por aí. Todos os meus pedaços estão no chão, e em vez de me deixarem em paz, seguem-me para todo o lado.
Lembram-me a cada momento do quanto os fizeste brilhar como ouro.
Lembram-se constantemente do quão danificado me deixaram.
Sinto-me como se estivesse perdido no meio de uma guerra, mas sem a vantagem de que numa guerra a sério, provavelmente já não sentiria nada, mesmo que estivesse tão quebrado como me sinto agora.
Será assim tanto pedir que isto termine de vez?
Custa assim tanto pedir que o sofrimento acabe?
É mesmo assim tão difícil largar tudo o que tenho a prender-me?
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
Sem Sangue, Preso, Acorrentado
Alguém uma vez disse que se os sentimentos forem mútuos, então o esforço será igual.
Não sei se concordo inteiramente, pois a essa frase acrescento "Se não forem, a dor será bem diferente."
E acredita em mim, Mundo, quando digo que é mesmo.
Poderia ter sido o primeiro dia de muitos. O primeiro "especial", mas que na realidade é igual aos outros, e a que toda gente dá uma importância diferente.
Mas se formos a ver bem, as importâncias são sempre diferentes para tudo, cada pessoa vive os mesmos episódios de ângulos e perspetivas diferentes.
Cada pessoa traz um passado consigo inteiramente complexo que a faz percecionar a mesma situação de formas completamente distintas.
Mas esse passado tem um nome que diz tudo. Chama-se literalmente "passado". É algo que existiu, tendo sido bom ou não, e que não pode ser negado, mas não pode ser "presente" ou "futuro".
Esses são outros cenários, com nomes só para eles próprios.
E, no entanto, o meu passado não me larga, tem-me acorrentado, encarcerado com algemas, correntes e pesos, e ainda com espadas a prender-me à parede.
Por mais que me tente libertar, um deles acaba por me magoar mais e mais.
Faz-me sangrar até nenhuma outra gota de sangue restar.
O pior é que eu sei o que me mantém aqui, o que não me deixa avançar, e ainda me arrasta mais para o fundo.
Chama-se "perdão", e a ação responsável é "não o dar".
Eu queria conseguir, mas tudo o que arrasto comigo faz-me olhar para o que aconteceu entre nós há tanto tempo e não entender nada.
Faz-me ficar cada vez mais confuso, irritado, magoado, em sofrimento.
E mesmo tendo sido culpa de ambos, quando olho para trás, só vejo o quanto me feriste e quantas marcas me deixaste no sítio onde ninguém ia há eternidades.
Estou a tentar perdoar tudo, Mundo. Perdoá-la a ela, perdoar-me a mim, perdoar-te a ti.
Porque não quero mais estas correntes a envenenar-me a Alma e o Coração e a Mente.
Não quero mais acordar, viver e deitar-me com amargura, medo, desgosto e raiva.
Quero perdoar tudo, porque o ódio e a dor são formas alternativas de me prender aqui.
E eu já não pertenço mais aqui.
Por esse motivo, Mundo, fala com o Destino, e deixa-me perdoar-nos a todos, sim?
Não sei se concordo inteiramente, pois a essa frase acrescento "Se não forem, a dor será bem diferente."
E acredita em mim, Mundo, quando digo que é mesmo.
Poderia ter sido o primeiro dia de muitos. O primeiro "especial", mas que na realidade é igual aos outros, e a que toda gente dá uma importância diferente.
Mas se formos a ver bem, as importâncias são sempre diferentes para tudo, cada pessoa vive os mesmos episódios de ângulos e perspetivas diferentes.
Cada pessoa traz um passado consigo inteiramente complexo que a faz percecionar a mesma situação de formas completamente distintas.
Mas esse passado tem um nome que diz tudo. Chama-se literalmente "passado". É algo que existiu, tendo sido bom ou não, e que não pode ser negado, mas não pode ser "presente" ou "futuro".
Esses são outros cenários, com nomes só para eles próprios.
E, no entanto, o meu passado não me larga, tem-me acorrentado, encarcerado com algemas, correntes e pesos, e ainda com espadas a prender-me à parede.
Por mais que me tente libertar, um deles acaba por me magoar mais e mais.
Faz-me sangrar até nenhuma outra gota de sangue restar.
O pior é que eu sei o que me mantém aqui, o que não me deixa avançar, e ainda me arrasta mais para o fundo.
Chama-se "perdão", e a ação responsável é "não o dar".
Eu queria conseguir, mas tudo o que arrasto comigo faz-me olhar para o que aconteceu entre nós há tanto tempo e não entender nada.
Faz-me ficar cada vez mais confuso, irritado, magoado, em sofrimento.
E mesmo tendo sido culpa de ambos, quando olho para trás, só vejo o quanto me feriste e quantas marcas me deixaste no sítio onde ninguém ia há eternidades.
Estou a tentar perdoar tudo, Mundo. Perdoá-la a ela, perdoar-me a mim, perdoar-te a ti.
Porque não quero mais estas correntes a envenenar-me a Alma e o Coração e a Mente.
Não quero mais acordar, viver e deitar-me com amargura, medo, desgosto e raiva.
Quero perdoar tudo, porque o ódio e a dor são formas alternativas de me prender aqui.
E eu já não pertenço mais aqui.
Por esse motivo, Mundo, fala com o Destino, e deixa-me perdoar-nos a todos, sim?
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
Comboios em Viagem
Começo a não gostar dos meus dias.
Tenho muitas distrações, muito para fazer, mas muito tempo para a mente divagar.
E ela não me pede permissão para o fazer.
Não há um dia que não passe que não me faça visitar coisas dolorosas.
É como se todos os dias, sem que eu quisesse, a minha mente se apoderasse de mim, me levasse para a beira de um precipício no meio do nada, e me obrigasse a ficar lá sentado, à espera que a terra me engula.
Tudo isto porque agora estou a provar do meu próprio veneno, e sinto na pele o que é não obter resposta.
Não fiz por mal, sabes disso... Mas também não me estás a tentar perceber... E em vez disso, estás-me a fazer sofrer novamente.
Provavelmente sem que o saibas, apesar de que eu não acredito nisso...
Alguém uma vez disse que quando se adota alguém ou algo, não se adota apenas essa pessoa ou objeto. Adota-se tudo nela: o mau, o bem. O passado que vem com ela.
Eu tentei sempre suavizar o meu passado para ti, e tu sabes como ele foi intenso e doloroso para mim. E, no entanto, não o adotaste. Eu não senti isso.
E isso custa-me.
Ainda.
Não sei por quanto mais tempo, nem porquê, mas ainda me afeta.
Faz-me sentir como se estivesse a caminhar em cima do meu lado da linha de um comboio, e te visse a andar na outra.
Sempre ali ao lado.
Mas sempre demasiado longe.
Sem nunca cruzarmos caminhos.
Para sempre fora do alcance.
E não sei se o meu próximo passo será o melhor. Sinto que vai piorar a minha situação.
Mas acho que vou ter que o tomar.
E vou ter que deixar as minhas palavras na tua mão um destes dias.
Vou ter que pegar na minha linha de ferro e obrigá-la a mudar de direção.
Se isso provocará um acidente ou não, deixo nas mãos do destino...
Tenho muitas distrações, muito para fazer, mas muito tempo para a mente divagar.
E ela não me pede permissão para o fazer.
Não há um dia que não passe que não me faça visitar coisas dolorosas.
É como se todos os dias, sem que eu quisesse, a minha mente se apoderasse de mim, me levasse para a beira de um precipício no meio do nada, e me obrigasse a ficar lá sentado, à espera que a terra me engula.
Tudo isto porque agora estou a provar do meu próprio veneno, e sinto na pele o que é não obter resposta.
Não fiz por mal, sabes disso... Mas também não me estás a tentar perceber... E em vez disso, estás-me a fazer sofrer novamente.
Provavelmente sem que o saibas, apesar de que eu não acredito nisso...
Alguém uma vez disse que quando se adota alguém ou algo, não se adota apenas essa pessoa ou objeto. Adota-se tudo nela: o mau, o bem. O passado que vem com ela.
Eu tentei sempre suavizar o meu passado para ti, e tu sabes como ele foi intenso e doloroso para mim. E, no entanto, não o adotaste. Eu não senti isso.
E isso custa-me.
Ainda.
Não sei por quanto mais tempo, nem porquê, mas ainda me afeta.
Faz-me sentir como se estivesse a caminhar em cima do meu lado da linha de um comboio, e te visse a andar na outra.
Sempre ali ao lado.
Mas sempre demasiado longe.
Sem nunca cruzarmos caminhos.
Para sempre fora do alcance.
E não sei se o meu próximo passo será o melhor. Sinto que vai piorar a minha situação.
Mas acho que vou ter que o tomar.
E vou ter que deixar as minhas palavras na tua mão um destes dias.
Vou ter que pegar na minha linha de ferro e obrigá-la a mudar de direção.
Se isso provocará um acidente ou não, deixo nas mãos do destino...
sábado, 21 de janeiro de 2017
O Conto dos Dons
"And suddenly we were strangers again" - Anónimo
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Tentei-me convencer à força de que não me sinto ligado a ti.
Forcei-me a tirar as âncoras que me prendem ao porto onde estou atracado, e a tentar navegar livremente, mas não funcionou.
Se dependesse de mim, não sei se ainda estaria neste planeta ou se já tinha pegado no barco que me prende e me tinha lançado pelo universo, para bem longe daqui.
Mas não depende.
Neste momento, nada depende de mim.
Apenas a culpa.
A culpa de ter sido cobarde, e de não ter tentado falar mais cedo...
No entanto, por muito que queira falar, eu não quero falar na mesma.
Não quero ser ouvido.
Não quero desculpas nem justificações.
Apenas quero um ponto final. Qualquer um. De qualquer forma.
Se haverá uma frase a seguir a ele ou não, isso já é outro assunto.
Não digo que não gostaria... mas já não depende de mim.
De repente, somos estranhos um para o outro de novo, mesmo tendo eu sentido que éramos almas gémeas...
E agora estamos assim, eu atrás de ti, como tu estiveste atrás de mim durante um tempo.
E uma relação não é possível de construir assim, são precisos dois, um de encontro ao outro.
Isso define se será "um dia" ou o "dia um".
E não me cabe a mim a decisão para já.
A mim cabe a responsabilidade agora de lidar com os dons que a vida me dá.
Isso inclui os menos bons.
E desses tenho demasiados.
Será que me ouvirás e os entenderás?
Ou a frase seguinte ficará apenas na minha imaginação?
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Tentei-me convencer à força de que não me sinto ligado a ti.
Forcei-me a tirar as âncoras que me prendem ao porto onde estou atracado, e a tentar navegar livremente, mas não funcionou.
Se dependesse de mim, não sei se ainda estaria neste planeta ou se já tinha pegado no barco que me prende e me tinha lançado pelo universo, para bem longe daqui.
Mas não depende.
Neste momento, nada depende de mim.
Apenas a culpa.
A culpa de ter sido cobarde, e de não ter tentado falar mais cedo...
No entanto, por muito que queira falar, eu não quero falar na mesma.
Não quero ser ouvido.
Não quero desculpas nem justificações.
Apenas quero um ponto final. Qualquer um. De qualquer forma.
Se haverá uma frase a seguir a ele ou não, isso já é outro assunto.
Não digo que não gostaria... mas já não depende de mim.
De repente, somos estranhos um para o outro de novo, mesmo tendo eu sentido que éramos almas gémeas...
E agora estamos assim, eu atrás de ti, como tu estiveste atrás de mim durante um tempo.
E uma relação não é possível de construir assim, são precisos dois, um de encontro ao outro.
Isso define se será "um dia" ou o "dia um".
E não me cabe a mim a decisão para já.
A mim cabe a responsabilidade agora de lidar com os dons que a vida me dá.
Isso inclui os menos bons.
E desses tenho demasiados.
Será que me ouvirás e os entenderás?
Ou a frase seguinte ficará apenas na minha imaginação?
quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
Queimado
Não sou a mesma pessoa que era antes.
Tornei-me mais frio, de certa forma.
Não sei se isso é algo natural do passar do tempo, ou se simplesmente as coisas da vida me parecem mais naturais, mas a verdade é que não olho para as coisas da mesma forma.
Não as sinto da mesma forma.
Aliás, quando sei que é algo que me vai magoar, afasto-o de mim.
Torno-me frio para com isso.
Assim não me pode atingir mais do que o que eu quero.
Porque eu decido o que quero perto de mim.
Mas serão essas decisões as melhores?
Pergunto-me se...
...
Pergunto-me se às vezes não devia deixar que o destino tomasse decisões por mim.
Confio muito no meu instinto, confio muito que nada acontece por acaso, e no entanto, não deixo que essa minha confiança se traduza em ações.
Nunca deixo...
Quererei assim tanto, lá no fundo, que a minha chama arda como o fogo?
Ou que queime como o gelo?
Tornei-me mais frio, de certa forma.
Não sei se isso é algo natural do passar do tempo, ou se simplesmente as coisas da vida me parecem mais naturais, mas a verdade é que não olho para as coisas da mesma forma.
Não as sinto da mesma forma.
Aliás, quando sei que é algo que me vai magoar, afasto-o de mim.
Torno-me frio para com isso.
Assim não me pode atingir mais do que o que eu quero.
Porque eu decido o que quero perto de mim.
Mas serão essas decisões as melhores?
Pergunto-me se...
...
Pergunto-me se às vezes não devia deixar que o destino tomasse decisões por mim.
Confio muito no meu instinto, confio muito que nada acontece por acaso, e no entanto, não deixo que essa minha confiança se traduza em ações.
Nunca deixo...
Quererei assim tanto, lá no fundo, que a minha chama arda como o fogo?
Ou que queime como o gelo?
sábado, 24 de dezembro de 2016
Navegando Livremente
Esta semana foi o solstício de Inverno.
O dia mais curto do ano...
Verdade, no que diz respeito às estações do ano, mas para mim estes foram dias demasiado longos...
Estar sentado no exato local em que as coisas descarrilaram, com a Mente livre demais para vaguear por esses mares atormentados...
Mas sei que do outro lado do cabo há todo um Novo Mundo para explorar.
As possibilidades são infinitas, desde que me liberte dos meus monstros.
Por muito aterrador que o Adamastor seja, sei que tenho uma chama dentro de mim capaz de o obliterar, e de fazer as nuvem da tempestade desaparecer até o Sol brilhar acima de tudo.
E é para esse cenário que me dirijo.
A chama irá arder livremente.
Não posso mais prender-me a mim mesmo a isto tudo.
Preciso de mandar as correntes e as âncoras borda fora.
Quero ser livre novamente.
E vou ser.
E sei que chegarei à minha Índia em breve.
Pelo menos vou remar para isso!
O dia mais curto do ano...
Verdade, no que diz respeito às estações do ano, mas para mim estes foram dias demasiado longos...
Estar sentado no exato local em que as coisas descarrilaram, com a Mente livre demais para vaguear por esses mares atormentados...
Mas sei que do outro lado do cabo há todo um Novo Mundo para explorar.
As possibilidades são infinitas, desde que me liberte dos meus monstros.
Por muito aterrador que o Adamastor seja, sei que tenho uma chama dentro de mim capaz de o obliterar, e de fazer as nuvem da tempestade desaparecer até o Sol brilhar acima de tudo.
E é para esse cenário que me dirijo.
A chama irá arder livremente.
Não posso mais prender-me a mim mesmo a isto tudo.
Preciso de mandar as correntes e as âncoras borda fora.
Quero ser livre novamente.
E vou ser.
E sei que chegarei à minha Índia em breve.
Pelo menos vou remar para isso!
terça-feira, 13 de dezembro de 2016
Não Quero Mais...
Não consigo perceber como ainda estás na minha cabeça...
Todos os dias, em alguma parte do dia (normalmente mais que uma até), o meu pensamento foge instintivamente para a tua cara.
Lembro-me de cada pormenor, do teu cheiro, do teu toque, dos nossos momentos juntos... Tudo com tanta clareza que me magoa ainda como se tivesse sido ontem.
Como podes ter dito que isso não é gostar de alguém?
Como pode isso não ser Amor?
Como poderei eu nunca te ter amado?
Tento empurrar esses momentos e lembranças para o fundo da minha mente, mas és-me tão natural, encaixas tão bem na minha vida, que não te consigo esquecer simplesmente.
Já tentei, mas como se força algo que ficou entranhado em cada célula do meu corpo a desaparecer?
Não consigo olhar para uma fotografia tua ainda, sinto demasiada dor.
Já nos cruzámos, e o meu coração parou várias vezes, e acelerou descontroladamente quando te aproximaste de mim.
Já te observei quando tu nem sabias que olhava para ti, e custou-me tanto, mas tanto, não ter ido ter contigo e ter-te dado um beijo...
Mas foste tu que me afastaste, por muito que digas que a culpa foi minha.
Culpa de quê? Ainda não sei...
Eu li as tuas mensagens.
Doeu-me muito ler aquelas palavras tão injustas que alguém que dizia gostar de mim me disse.
Não te consigo responder ainda, porque isso vai fazer com que me caiam demasiadas lágrimas, e já me fizeste chorar demasiado.
Mas a culpa continua a ser minha.
Eu é que nunca gostei de ti, mesmo após ter feito tanto para que nós resultássemos.
Nem chegaste a dar uma oportunidade. Decidiste acabar tudo quando estávamos a quase 300 quilómetros de distância um do outro. Pelo facebook.
Nem um telefonema?
Isso é gostar de alguém?
Se isso for amar alguém, então tens razão, não gostei de ti...
Não por esses moldes.
Eu amei-te verdadeiramente.
Ainda o faço...
Todos os dias, em alguma parte do dia (normalmente mais que uma até), o meu pensamento foge instintivamente para a tua cara.
Lembro-me de cada pormenor, do teu cheiro, do teu toque, dos nossos momentos juntos... Tudo com tanta clareza que me magoa ainda como se tivesse sido ontem.
Como podes ter dito que isso não é gostar de alguém?
Como pode isso não ser Amor?
Como poderei eu nunca te ter amado?
Tento empurrar esses momentos e lembranças para o fundo da minha mente, mas és-me tão natural, encaixas tão bem na minha vida, que não te consigo esquecer simplesmente.
Já tentei, mas como se força algo que ficou entranhado em cada célula do meu corpo a desaparecer?
Não consigo olhar para uma fotografia tua ainda, sinto demasiada dor.
Já nos cruzámos, e o meu coração parou várias vezes, e acelerou descontroladamente quando te aproximaste de mim.
Já te observei quando tu nem sabias que olhava para ti, e custou-me tanto, mas tanto, não ter ido ter contigo e ter-te dado um beijo...
Mas foste tu que me afastaste, por muito que digas que a culpa foi minha.
Culpa de quê? Ainda não sei...
Eu li as tuas mensagens.
Doeu-me muito ler aquelas palavras tão injustas que alguém que dizia gostar de mim me disse.
Não te consigo responder ainda, porque isso vai fazer com que me caiam demasiadas lágrimas, e já me fizeste chorar demasiado.
Mas a culpa continua a ser minha.
Eu é que nunca gostei de ti, mesmo após ter feito tanto para que nós resultássemos.
Nem chegaste a dar uma oportunidade. Decidiste acabar tudo quando estávamos a quase 300 quilómetros de distância um do outro. Pelo facebook.
Nem um telefonema?
Isso é gostar de alguém?
Se isso for amar alguém, então tens razão, não gostei de ti...
Não por esses moldes.
Eu amei-te verdadeiramente.
Ainda o faço...
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
Sonhos do Passado, Incêndios do Presente
Por que é que sempre que a mente decide deambular por caminhos mais negros, nunca conseguimos adormecer?
Acontece sempre que é mais necessário apagar do mundo por um bocado e parar de pensar.
Não sei se é o Destino a pregar-nos partidas, ou se o nosso corpo está pré-programado para o fazer, mas acho que é mesmo injusto e cruel...
Também não sei o porquê de hoje, logo hoje, me sentir assim.
Já passou algum tempo.
Não te vi, não falei de ti (pelo menos não hoje)... Apenas pensei em ti, mas isso faço-o todos os dias, involuntariamente.
Normalmente quando a tua imagem me vem a cabeça, imediatamente abafo-a, como se fosse um incêndio a começar, e alguém lhe atira logo um cobertor para cima, para que não se alastre.
É um bocado isso que estou a sentir agora: a faísca apareceu, as primeiras chamas surgiram, eu tentei abafá-las e tirar-lhes o oxigénio todo, mas de alguma forma o cobertor ardeu, o oxigénio não faz parte da equação, e agora o meu Mundo e a minha Mente estão a ser destruídos pelo incêndio...
Sei que possivelmente fui um pouco cobarde por não ter marcado a conversa contigo, por não ter incentivado a falarmos quando tivemos a oportunidade, mas também sei que não foi certo teres-me magoado da forma que fizeste.
E foi ainda menos certo que o tenhas feito pelo meio que o fizeste. No momento que o fizeste. Ambos sabendo com antecedência que íamos estar separados por algum tempo. Sem teres dado oportunidade a que estivéssemos juntos para tentarmos resolver o que quer que estivesse errado.
Foste cruel, sabendo o meu passado, sabendo as minhas dificuldades, e sabendo o quão importante eras para mim...
Ou pelo menos a ideia que eu tinha de ti, pois nunca te acharia capaz de ter tudo ter acontecido da forma que aconteceu.
Podia ter feito as coisas de forma diferente? Podia, sim.
Podia ter sido mais "efusivo" e demonstrado mais o que sentia? Talvez, estava a trabalhar nisso, e tu sabes isso muito bem.
Mas podias ter-me destruído um pouco menos?
Ao menos não estaria aqui, às escuras, a olhar pela janela a imaginar o tempo que passámos juntos, a relembrar o teu perfume, a reviver cada beijo que me deste...
Se não estivesse em pedaços, não estaria aqui...
Estaria a dormir, descansado e feliz.
Estaria a fazer aquilo que ainda faço, mas com outro sentimento: estaria a sonhar contigo...
Acontece sempre que é mais necessário apagar do mundo por um bocado e parar de pensar.
Não sei se é o Destino a pregar-nos partidas, ou se o nosso corpo está pré-programado para o fazer, mas acho que é mesmo injusto e cruel...
Também não sei o porquê de hoje, logo hoje, me sentir assim.
Já passou algum tempo.
Não te vi, não falei de ti (pelo menos não hoje)... Apenas pensei em ti, mas isso faço-o todos os dias, involuntariamente.
Normalmente quando a tua imagem me vem a cabeça, imediatamente abafo-a, como se fosse um incêndio a começar, e alguém lhe atira logo um cobertor para cima, para que não se alastre.
É um bocado isso que estou a sentir agora: a faísca apareceu, as primeiras chamas surgiram, eu tentei abafá-las e tirar-lhes o oxigénio todo, mas de alguma forma o cobertor ardeu, o oxigénio não faz parte da equação, e agora o meu Mundo e a minha Mente estão a ser destruídos pelo incêndio...
Sei que possivelmente fui um pouco cobarde por não ter marcado a conversa contigo, por não ter incentivado a falarmos quando tivemos a oportunidade, mas também sei que não foi certo teres-me magoado da forma que fizeste.
E foi ainda menos certo que o tenhas feito pelo meio que o fizeste. No momento que o fizeste. Ambos sabendo com antecedência que íamos estar separados por algum tempo. Sem teres dado oportunidade a que estivéssemos juntos para tentarmos resolver o que quer que estivesse errado.
Foste cruel, sabendo o meu passado, sabendo as minhas dificuldades, e sabendo o quão importante eras para mim...
Ou pelo menos a ideia que eu tinha de ti, pois nunca te acharia capaz de ter tudo ter acontecido da forma que aconteceu.
Podia ter feito as coisas de forma diferente? Podia, sim.
Podia ter sido mais "efusivo" e demonstrado mais o que sentia? Talvez, estava a trabalhar nisso, e tu sabes isso muito bem.
Mas podias ter-me destruído um pouco menos?
Ao menos não estaria aqui, às escuras, a olhar pela janela a imaginar o tempo que passámos juntos, a relembrar o teu perfume, a reviver cada beijo que me deste...
Se não estivesse em pedaços, não estaria aqui...
Estaria a dormir, descansado e feliz.
Estaria a fazer aquilo que ainda faço, mas com outro sentimento: estaria a sonhar contigo...
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